quarta-feira, março 14, 2007
Justiça seja feita...
Os inocentes
Porque a imprensa atrapalha o PSDB - parte 1
Bem, para pegar um exemplo de como a mídia cobre os governos tucanos, que eu só vi hoje, vou indicar não só por este motivo, o blog do gabinete da Soninha (tá certo, ela é do PT, mas é séria e crítica). Desce um pouco no blog até um post do dia 8 deste mês, onde ela analisa um editorial da Folha de S. Paulo sobre a educação no governo Alckmin. Vai lá: http://gabinetesoninha.zip.net/
terça-feira, março 13, 2007
Artigo interessante sobre política externa
segunda-feira, março 12, 2007
Gil no New York Times
domingo, março 11, 2007
Faces, de John Cassavetes
VQP - Agora e na hora de nossa morte
Seguem abaixo os trechos mais grosseiros do registro de duas mortes pela Veja. Grifei o pior no pior
Morreram: dom Ivo Lorscheiter, bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Durante o regime militar, à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele denunciou as torturas e os assassinatos de esquerdistas nos porões dos quartéis. Lorscheiter foi um dos principais defensores da Teologia da Libertação, uma excrescência saída da cabeça de padres ideólogos latino-americanos que tentava conciliar cristianismo e marxismo. (...)O bispo também apoiou a criação de bandos armados que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, deram origem ao MST. Dia 5, aos 79 anos, de falência de múltiplos órgãos, em Santa Maria.
• o ensaísta francês Jean Baudrillard. Sociólogo de formação, ele ganhou fama escrevendo textos obscuros, muito populares nos cursos de semiologia. Baudrillard fazia arrepiar de entusiasmo o pessoal da pós-graduação, com seu papo-cabeça sobre a "virtualidade" do mundo contemporâneo. Dizia, por exemplo, que a Guerra do Golfo "não existiu". A trilogia cinematográfica Matrix faz menção a suas idéias. Talvez ele tenha sido mesmo um bom autor de ficção científica. Dia 6, aos 77 anos, de câncer, em Paris.
Sobre Lorscheiter, impressiona o detalhe de que ele foi contra a tortura e assassinato “de esuqerdistas”. E não contra a tortura e assassinato, ponto. Também a de que ele apoiou “bandos armados”, o que é uma passagem leviana e incompreensível. Olha, não tenho entusiasmo nenhum por Baudrillard, de quem li pouca coisa, e gostei menos ainda do que li. Mas o desprezo, a arrogância e estupidez das inovações “gráficas” da Veja, adepta de uma “estética da grosseria” que rola no jornalismo atual (com muitos outros adeptos por aí, e que tem sua matriz no neoconservaodirsmo by Rupert Murdoch nos EUA) que eu tenho muito dificuldade de apreciar. Se foi tão irrelevante, porque noticiar, e mais ainda, porque noticiar e tripudiar na hora de sua morte...
VQP - Os juros próprios
A matéria até que certinha da capa da Veja sobre financiamento para a casa própria, que até ouve Raquel Rolnik, do ministério das Cidades, não reconhece que foi uma alteração de regras impulsionada por este ministério que fez aflui recursos para o crédito imobiliário. Ao menos reconhece que a facilidade de acesso ocorre em parte pela queda dos juros. Financiamento da casa própria e investimentos em infra-estrutura são só duas das áreas que mostram como é doloroso e segura um país a existência de juros aberrantes a financiar um capital financeiro “funcionário público” que pendura seu paletó nas altas taxas da Selic. Veja ainda entrevista Hernando de Soto. A proposta de títulos de propriedade defendida por Hernando de Soto (e pelo Banco Mundial) mistura alguns elementos de reforma urbana de esquerda, ao regularizar e dar títulos de posse em áreas irregulares como favelas, com princípios legalistas e “ingênuos” de direita, e por isso mesmo, pode tanto melhorar a vida, se for feita com outros investimentos, como piorar ainda mais as condições dos mais pobres, ao elevar os custos de vida e tornar a própria a favela inacessível (o que de certa forma já ocorre hoje para alguns grupos). Uma crítica demolidora da proposta de Soto se encontra no livro de Mike Davis, Planeta Favela, publicado pela Boitempo Editorial (onde eu trabalho...). Mas é inegável que ela tem aspectos interessantes.
VQP - "Viagens" da política externas
A imprensa brasileira parece não se cansar de estar errada em suas análises de política externa. Lembram-se de como diziam que o “comando duplo” entre Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia ia dar errado? Como tentavam jogar um contra o outro? Bem, não deu errado e nunca bem houve um comando duplo (as funções eram diferentes), mas e daí? Agora, existe o “anti-americanismo” do Itamaraty, que convive, em estranha relação inversa de causa e efeito, com um bom momento da relação entre os dois países (não que esta tenha sido muito útil para alguma coisa, para nós ou para a Colômbia...). Duda Teixeira, na matéria da visita da Bush ao Brasil escreve o seguinte:
“O outro propósito é dissipar os deslizes da diplomacia brasileira, que nos últimos quatro anos insistiu numa política ideológica de privilegiar a aproximação e o comércio com países pobres. "As circunstâncias externas atuais criaram um momento único em que o Brasil é de longe o país da região com a melhor relação com os Estados Unidos. Só precisamos aproveitar isso da melhor maneira possível", diz Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington. “
Tá, tá: esta circunstância advém em parte do Brasil ter mantido diálogo aberto com os “radicais”, como Venezuela e Bolívia, diferente da Colômbia, e diferente do que propõem desde sempre os conservadores. Entre eles, Celso Lafer, ex-chanceler, que dá a seguinte declaração:
"As três bandeiras da diplomacia brasileira no primeiro mandato de Lula fracassaram", diz o ex-chanceler Celso Lafer. "Não conseguimos um lugar no Conselho de Segurança da ONU, a Rodada Doha não evoluiu e não avançamos na integração da América do Sul."
É o tipo de declaração que nos faz perguntar quais eram as bandeiras e o que conseguimos quando Celso Lafer era o chanceler dos pés descalços...Aliás como se estes objetivos fossem fáceis, rápidos e/ou dependessem apenas do Brasil. Parece que foi por causa do Itamaraty que não saiu rodada de Doha (piada 1), que um monte de países conseguiram intento simples de entrar no conselho de segurança (piada 2) e que antes, quando não havia plano de infra-estrutura e o Mercosul ainda estava pior do que hoje, a integração sul-americana andava melhor.
VQP - Juros, o gasto invisível
Na matéria “Eles vibram, nós pagamos” sobre a extensão da CPMF, Veja lista os seguintes gastos principais que o imposto ajuda a financiar: “O chamado ‘imposto do cheque’, ajuda a pagar o Bolsa Família, as pensões do INSS e até a folha de pagamento do governo.” Veja citou dois dos maiores gastos do governo, incluiu o Bolsa Família, que não é um dos maiores gastos do governo brasileiro mas que a irrita, e na mesma história de sempre, apagou o terceiro dos grandes gastos que fazem o estado brasileiro ser enorme e todo o status quo político depender da CPMF: a conta dos juros. Mas sabe como é, juros altos é para os ricos, Bolsa Família para os pobres...
VQP - Fortuna sólida como concreto
VQP - Perguntas que quase ofendem...
A entrevista das páginas amarelas é com Jim O´Neil, economista da Goldman Sachs que criou o termo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) para determinar os futuros gigantes da economia mundial. A entrevista é interessante, O´Neil inclusive fala sem hipocrisia de como é bom para o capitalismo global a China ser uma ditadura. Duas perguntas de Ronaldo França são engraçadas por trazer ficções estabelecidas pela revista como pressupostos. A primeira é essa, se referindo ao PAC (que aliás, levanta mesmo um monte de questões).
“Veja – O governo brasileiro lançou um pacote de medidas que inclui idéias como o investimento governamental intensivo para alavancar o crescimento. Isso funciona?”
Não é bem isso. A maior parte dos investimentos do PAC são voltados para geração de energia, área que demanda grandes investimentos públicos. Senão não sai, independente de toda o papo de marco regulatório...Se não houver investimentos em geração e correção de gargalos na infra-estrutura de transportes o crescimento esbarrará em mais apagões...O PAC é tímido demais para receber este tipo de classificação da Veja. O que só mostra o obscurantismo radical da revista em certas posições. Como essa:
“Veja – Esquecer o mercado americano e apostar em comércio com os países pobres, opção de nossa diplomacia, atrapalha o crescimento?”
Como mostraram o caso da tarifa do etanol e a reunião da Fiesp com representantes do governo norte-americano semana passada (sem falar na OMC...), o buraco é muito mais embaixo. A colocação da Veja dá a impressão que tem algo sendo oferecido que estamos recusando. E não é assim. Onde somos muito mais competitivos que eles, há barreiras que eles não vão derrubar. E o governo não age contra entrar e lutar para crescer nos setores em que já vendemos. A posição da Veja, em relação aos Tratados de Livre Comércio (TLC) é nada mais que exaltar um conto do vigário onde o Brasil entregaria prioridade aos Estados Unidos, regras rígidas de propriedade intelectual e proteção aos investimento deles em troca de nada. Nada mesmo. Faz muito mais sentido o governo agir para estimular a abertura de novos mercados onde isto é difícil e necessita de apoio, do que abrir o mercado americano, país que fala em língua que o mercado domina, para onde há vôos regulares, mercado disputado por todos etc...Esta história de “temos que conquistar mais espaço nos Estados Unidos”, carece, fundamentalmente, de propostas e questões práticas.
VQP - Estado com caixa baixa
A carta ao leitor desta semana é toda dedicada a decisão da Veja de contrariar a gramática e passar a grafar Estado com letra minúscula. É engraçada. É o tipo de idéia que tem frutificado após a contratação de Reinaldo Azevedo, que já publicou na revista textos não assinados, e vez por outra, como esta semana, tem frases do seu blog na seção “Veja essa”.
quarta-feira, julho 13, 2005
REPORTAGEM SENSACIONAL
Angolanos que fugiram da guerra enfrentam fogo cruzado
terça-feira, julho 12, 2005
CAIU DO CÉU
quinta-feira, julho 07, 2005
FUNK CARIOCA GOES GLOBAL...
Planeta Funk
quarta-feira, junho 08, 2005
PARÓDIA HILÁRIA DE STARW WARS...
segunda-feira, maio 23, 2005
SOBRE AL-JAZEERA
Watch Out World: Al-jazeera Is Going Global
sábado, maio 14, 2005
sexta-feira, maio 13, 2005
2 DICAS SENSACIONAIS
Filme de areia - Crítica de Ricardo Calil ao filme Casa de Areia de Andrucha Waddington. O filme vinha recebendo aquelas críticas que dão voltas, meio burocráticas, entre o simpático e o medo da poderosa panelinha. Estava precisando mesmo era uma crítica direta, sem rodeios, dizendo o que pensa mesmo. Cada dia mais fã do sujeito... Se fosse reeditar a Realidade, colocava Pedro Alexandre Sanches para cobrir música, e o Calil para cobrir cinema.
terça-feira, maio 03, 2005
DICAS DE LEITURA DO nominimo
Sobre como dinheiro público pode escorrer por entidades sem fins lucrativos. O caso é no Rio de Janeiro, mas a adusp (www.adusp.org.br) vem estudando o tema faz tempo:
A Fesp é uma festa de Xico Vargas
A Censura sabia o que fazia Sensacional texto de Ricardo Calil, sobre livro que deve ser igualmente ótimo, sobre pesquisa hiper-pertinente sobre a atuação da censura contra o cinema brasileiro. Imperdível.
Ronda cinematográfica: filmecos Mario Sergio Conti comenta em breves notas suas últimas idas ao cinema
Tchau, Romário. Alô, Kerlon de Roberto Benevides, a profusão de craques brasileira encontra no drible da foca de Kerlon, os brasileiros mais uma vez reinventam o jogo...
Bom Dia, Arte Sou fã de Ricardo Calil, que aqui escreve sobre o filme Bom dia, noite , que ainda quero ver.